quinta-feira, 24 de julho de 2014

VENDA DE PARTIDOS IV: José Augusto Maia responde nota de Paulo Câmara.

“Em resposta à nota do candidato a governador de Pernambuco, Paulo Câmara, venho esclarecer os fatos e me defender dos seus ataques.
Resposta I- Como forma de distorcer as denúncias que fiz na Tribuna da Câmara, sobre minha destituição do PROS, repercutidas pala imprensa nacional, ele traz informações relacionadas a processos que tramitam contra mim na justiça, mas que em nenhum deles houve o trânsito em julgado de sentença condenatória. Portanto, sou inocente perante os princípios constitucionais.
Resposta II- Que sou amigo do seu opositor, o senador Armando Monteiro. Em todas as entrevistas que dei e a cúpula nacional do PROS era sabedora, ressaltei minha relação de amizade pessoal e política com o senador, por isto não aceitaria proposta alguma, para ir para o palanque adversário. Motivo principal da minha destituição do comando do PROS-PE.
Resposta III- Sobre os argumentos de utilização da matéria para cunho eleitoral, não há necessidade desta tentativa, pois o candidato Armando Monteiro é o melhor posicionado nas pesquisas do Estado.
Resposta IV- Tenho provas de todas as informações prestadas, dentre outras, mas só as apresentarei perante a justiça.
Reposta V- Que eu "deveria ser banido da política". Até hoje, os cargos que assumi, nos 24 anos consecutivos, foram conquistados pelo voto popular. A cidade que governei, Santa Cruz do Capibaribe, após minhas duas gestões, se tornou o 2º maior Pólo de Confecções do Brasil, referência nacional de emprego e renda e junto com o povo, construímos o maior Shopping Atacadista de Confecções da América Latina.
- Sobre o "golpe" mencionado. Vítima de um verdadeiro golpe fui eu, quando às vésperas das eleições, fui destituído arbitrariamente do comando estadual do partido e excluído totalmente do processo eleitoral, por não ter aceitado as propostas indecorosas para mudar de lado.
Finalizando, quero reafirmar aqui meu compromisso com a verdade e dizer a este senhor, que procure argumentos mais sérios e convincentes. A verdade virá à tona.

José Augusto Maia - Deputado Federal

HOJE O DIA É DELES! FELIZ ANIVERSÁRIO!

 
A equipe do Blog do Elisberto Costa deseja aos aniversariantes EDUARDO ALVES, AURÉLIO TEJO, SAYID AHMAD, SANDRA PONTES, FÁBIO MELLO, JAMILDO MELO e FABIANA MELO muita paz, saúde, sucesso e que todos os seus sonhos possam se tornar realidade! Feliz Aniversário!

O Brasil de Luto! Morre o mestre Ariano Suassuna.

Morreu no Recife, nesta quarta-feira (23), o escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, aos 87 anos. Ele estava internado desde a noite de segunda (21) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Português, onde foi submetido a uma cirurgia na mesma noite após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do tipo hemorrágico. Do primeiro contato com o circo e com peças colegiais, no sertão paraibano, até a diversificada biblioteca que encontrou em uma escola do Recife quando ainda era estudante do ensino fundamental, deixou um legado inegável na literatura, no teatro, nas artes plásticas e na música. Ariano nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e cresceu no Sertão paraibano. Mudou-se com a família para o Recife em 1942. Mesmo com os problemas na saúde, ele permanecia em plena atividade profissional. "No Sertão do Nordeste a morte tem nome, chama-se Caetana. Se ela está pensando em me levar, não pense que vai ser fácil, não. Ela vai suar! Se vier com essas besteirinhas de infarto e aneurisma no cérebro, isso eu tiro de letra", disse ele, em dezembro de 2013, durante a retomada de suas aulas-espetáculo. (Fonte: O Globo)
O sepultamento está marcado para as 16h desta quinta-feira (24), no Cemitério Morada da Paz, no Paulista, Região Metropolitana do Recife. Na noite desta quarta, será realizada uma celebração de corpo presente pelo frei Aloísio Fragoso. A cerimônia será restrita para a família e amigos do escritor. Cinco lanceiros do regimento Dias Cardoso compõem a Guarda Fúnebre e ficarão posicionados ao lado do corpo durante o velório. A honraria é concedida pela Polícia Militar para autoridades. Até o momento acredita-se que a visitação para o público seja prorrogada.
BIOGRAFIA: Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa (PB), no dia 16 de junho de 1927, filho de Cássia Vilar e João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no Sertão, na Fazenda Acauã, em Aparecida, Paraíba.
Com a Revolução de 1930, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.
A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde terminou, em 1945, os estudos secundários no Ginásio Pernambucano, no Colégio Americano Batista e no Colégio Osvaldo Cruz. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. E, junto com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte. De formação calvinista e posteriormente agnóstico, converteu-se ao catolicismo, o que viria a marcar definitivamente a sua obra. Ariano Suassuna estreou seus dons literários precocemente no dia 7 de outubro de 1945, quando o seu poema "Noturno" foi publicado em destaque no Jornal do Commercio do Recife.
Em 1950, formou-se na Faculdade de Direito e recebeu o Prêmio Martins Pena pelo Auto de João da Cruz. Para curar-se de doença pulmonar, viu-se obrigado a mudar-se de novo para Taperoá. Lá escreveu e montou a peça Torturas de um Coração em 1951. Em 1952, volta a residir em Recife. Deste ano a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. São desta época O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.
Em 1956, abandonou a advocacia para tornar-se professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. No ano seguinte foi encenada a sua peça O Casamento Suspeitoso, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e O Santo e a Porca; em 1958, foi encenada a sua peça O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna; em 1959, A Pena e a Lei, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.
Em 1959, em companhia de Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste, que montou em seguida a Farsa da Boa Preguiça (1960) e A Caseira e a Catarina (1962). No início dos anos 60, interrompeu sua bem-sucedida carreira de dramaturgo para dedicar-se às aulas de Estética na UFPE. Ali, em 1976, defende a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira. Aposenta-se como professor em 1994.
Membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Convocou nomes expressivos da música para procurarem uma música erudita nordestina que viesse juntar-se ao movimento, lançado em Recife, em 18 de outubro de 1970, com o concerto “Três Séculos de Música Nordestina – do Barroco ao Armorial” e com uma exposição de gravura, pintura e escultura. Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998).
Entre 1958-79, dedicou-se também à prosa de ficção, publicando o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) e História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1976), classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”.
Ariano Suassuna construiu em São José do Belmonte, onde ocorre a cavalgada inspirada no Romance d’A Pedra do Reino, um santuário ao ar livre, constituído de 16 esculturas de pedra, com 3,50 m de altura cada, dispostas em círculo, representando o sagrado e o profano. As três primeiras são imagens de Jesus Cristo, Nossa Senhora e São José, o padroeiro do município. Tornou-se membro da Academia Paraibana de Letras e Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2000).
Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu um documentário intitulado O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado e que foi exibido na Sala José de Alencar.
Em 2002, Ariano Suassuna foi tema de enredo no carnaval carioca na escola de samba Império Serrano; em 2008, foi novamente tema de enredo, desta vez da escola de samba Mancha Verde no carnaval paulista. Em 2013 sua mais famosa obra, o Auto da Compadecida será o tema da escola de samba Pérola Negra em São Paulo.
Em 2006, foi concedido título de doutor honoris causa pela Universidade Federal do Ceará, mas que veio a ser entregue apenas em 10 de junho de 2010, às vésperas de completar 83 anos. "Podia até parecer que não queria receber a honraria, mas era problemas de agenda", afirmou Ariano, referindo-se ao tempo entre a concessão e o recebimento do título. Torcedor fanático do Sport Recife, Ariano também deixa de luto a maior torcida do Nordeste, embora também fosse admirado até pelos torcedores rivais.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

VENDA DE PARTIDOS III: Paulo Câmara refuta acusações publicadas na Folha de São Paulo.

O candidato ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), disse em nota que está tomando "todas as medidas judiciais cabíveis" contra o deputado federal José Augusto Maia (Pros-PE), que afirmou à Folha ter recebido oferta de "vantagem financeira" para que seu partido integrasse a coligação do pessebista, escolhido pelo presidenciável Eduardo Campos para sucedê-lo no comando do Estado.
"Anuncio que estou tomando todas as medidas judiciais cabíveis contra José Augusto Maia e todos os envolvidos nesta nefasta e inadmissível atitude. Mais do que uma retaliação, do mais baixo nível, como se poderia esperar, pelo seu autor, fui vítima de um golpe que me obriga a reagir, imediatamente, e com força proporcional - não necessariamente à repercussão, mas à intenção", diz o texto.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (23), Câmara classificou a denúncia de Maia como "uma tentativa caluniosa de me descredibilizar". O candidato ao governo ressaltou ainda que o deputado do Pros "responde a duas ações criminais por fraude em licitação e formação de quadrilha e foi condenado pela justiça pernambucana por improbidade administrativa, tendo seus direitos políticos suspensos por três anos".
O deputado disse em entrevista à Folha que recebeu e recusou oferta de "vantagem financeira" para que seu partido integrasse formalmente a coligação de Câmara. A outros deputados - dois deles foram ouvidos sob condição de anonimato pela Folha e contaram a mesma história - Maia afirmou que a oferta foi de R$ 6 milhões, sendo que R$ 2,5 milhões seriam reservados a ele.
De acordo com o relato de Maia, a proposta de vantagem financeira foi feita a ele pelo presidente nacional do Pros, Eurípedes Jr., e pelo líder da bancada do PP na Câmara, Eduardo da Fonte (PE). Ambos negam a oferta de dinheiro. (Fonte: Folha de São Paulo). Confira a nota abaixo:
NOTA À IMPRENSA


"A matéria publicada hoje (23/07), pelo jornal Folha de São Paulo, ao citar o meu nome, sugere, irresponsavelmente, a associação da minha imagem a uma suposta ação criminosa. Em função da matéria publicada por esse jornal, baseada em denúncia formulada por um parlamentar pernambucano, sinto-me obrigado a me posicionar em defesa da minha honra e credibilidade, o maior patrimônio que construí ao longo da minha vida. É importante destacar, que o deputado José Augusto Maia, que serviu como fonte da reportagem, responde a duas ações criminais por fraude em licitação e formação de quadrilha, e foi condenado, pela justiça pernambucana, em abril deste ano, por improbidade administrativa, tendo os seus direitos políticos suspensos pelo prazo de três anos, além da condenação e dos processos em andamento no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.
Importante também ressaltar a relação histórica de amizade e apoio de José Augusto Maia ao nosso adversário direto, o ex-empresário Armando Monteiro Neto, que desde as primeiras horas do dia da publicação da matéria tenta tirar proveito eleitoral do assunto. O que me parece mais grave é a tentativa caluniosa de me descredibilizar. Sou servidor público há 22 anos, com uma trajetória séria e reconhecida. Nunca, em nenhum momento, fui vítima de qualquer ação que questionasse os princípios que levo, de casa, à vida pública: honestidade, correção, respeito, senso de justiça. Daí a minha mais profunda indignação diante deste episódio. Será que, pela condição de candidato ao governo, devo ser exposto publicamente por conta da má fé de elementos como o referido senhor? Atitudes assim envergonham a atividade política e, pior, buscam arrastar para os espaços nebulosos, onde atua um “ficha-suja”, pessoas que estão na vida pública apenas com o intuito de exercer sua vocação e atender a uma convocação. Figuras como José Augusto Maia devem ser banidas da política, como já foi determinado pela justiça.
Portanto, em meu nome, da minha família e de todos aqueles a quem represento, nesta caminhada, como cidadão e homem público, anuncio que estou tomando todas as medidas judiciais cabíveis contra José Augusto Maia e todos os envolvidos nesta nefasta e inadmissível atitude. Mais do que uma retaliação, do mais baixo nível, como se poderia esperar, pelo seu autor, fui vítima de um golpe que me obriga a reagir, imediatamente, e com força proporcional – não necessariamente à repercussão, mas à intenção.
Tenho uma missão a cumprir e assim será. Estou convencido de que o ocorrido servirá apenas para nos fortalecer nesta luta, contra adversários desleais. Manteremos o rumo e, apesar da indignação, não perderemos a serenidade. Pernambuco conta comigo. E estou cada vez mais firme na decisão, coletiva, de vencer com trabalho e respeito." (Paulo Câmara)

VENDA DE PARTIDOS II: Armando pede que MP investigue denúncias contra Paulo Câmara

O candidato ao governo do estado pelo PTB, Armando Monteiro Neto, afirmou, hoje, que a sua coligação vai entrar com um pedido de investigação no Ministério Público do Estado para que o órgão apure denúncias feitas pelo deputado federal José Augusto Maia (PROS), de que seu partido decidiu fazer aliança com o PSB após receber promessas de vantagens financeiras no valor de R$ 2,5 milhões. Outros partidos, como o PP, de Eduardo da Fonte, também teriam recebido propina para aderir à campanha de Paulo Câmara para o Palácio do Campo das Princesas. Os valores no total giram em torno de R$ 6 milhões, podendo chegar a mais.
A denúncia de José Augusto Maia, destituído da presidência do PROS num acordo feito pelo PSB com a direção nacional do partido em junho, foi feita à Folha de São Paulo. Em Pernambuco, anteriormente, o parlamentar já havia dito aos aliados que tinha recebido propostas "pouco republicanas" para declarar apoio a Paulo Câmara, mas, como havia recusado, tinha perdido o comando da sigla.
“É possível inferir a gravidade dos fatos que estão ali apontados. Por isso, nossa coligação vai propor uma medida, que seria absolutamente imprescindível, que é a de que o Ministério Público Eleitoral apure profundamente os fatos ali apontados”, declarou Armando, após uma reunião com o conselho político de sua campanha. (Do Diário de Pernambuco)

VENDA DE PARTIDOS I: Zé Augusto Maia denuncia propina para apoio a Paulo Câmara

O deputado federal José Augusto Maia (Pros-PE)  é alvo de matéria de capa do jornal Folha de São Paulo desta quarta-feira, em reportagem na qual ele diz que recebeu e recusou oferta de 'vantagem financeira' para que seu partido integrasse a coligação do candidato do PSB ao governo do Estado, Paulo Câmara. Diz Maia ao jornal - reportagem de Ranier Bragon e Mariana Haubert --que a oferta de propina foi feita pelo presidente nacional do Pros, Eurípedes Jr., e pelo líder da bancada do PP na Câmara, Eduardo da Fonte (PE), em reunião  no saguão do hotel Atlante Plaza, na praia de Boa Viagem, na manhã de 12 de junho, dia do jogo de abertura da Copa.
No encontro do hotel, revela Maia, além dele, estavam presentes Eurípedes e os deputados federais Givaldo Carimbão (AL), líder do Pros na Câmara, Salvador Zimbaldi (Pros-SP), Ronaldo Fonseca (Pros-DF), Márcio Junqueira (Pros-RR) e Major Fábio (Pros-PB). Eurípides e Carimbão mencionaram uma 'proposta irrecusável' que o Pros teria recebido para apoiar o PSB em Pernambuco. Fonseca e Fábio permaneceram calados e Junqueira ficou falando no celular.
Segundo ainda a reportagem do jornal paulista, José Augusto Maia, que defendia o apoio à candidatura de Armando Monteiro (PTB) ao governo de Pernambuco e acabou destituído do comando do Pros no Estado, não quis dizer quanto teria sido oferecido, argumentando que não tem provas, mas disse que pretende informar os valores à Justiça.
PROPOSTA INDECOROSA: ''Já disse que foi uma proposta indecorosa, vergonhosa, impublicável e não republicana. Estou dizendo que foi uma proposta, com outras palavras, de vantagem financeira. Não estou dizendo as cifras, mas para bom entendedor o silêncio é o bastante, né? No juízo eu quero, aí eu vou dizer', disse José Augusto Maia.
Mas a outros deputados federais, dois deles foram ouvidos sob condição de anonimato pela Folha, contaram a mesma história, Maia afirmou que a oferta foi de R$ 6 milhões, sendo que R$ 2,5 milhões seriam reservados a ele, para que o recém-criado Pros apoiasse Paulo Câmara.
O deputado afirmou ter ficado indignado com a oferta, diz o jornal mas, de acordo com o próprio relato, só decidiu torná-la pública 15 dias após o primeiro contato, quando ficou claro que o Pros não lhe daria condições de concorrer à reeleição.  O jornal afirma que todos os citados que foram ouvidos pela Folha e negaram a oferta. Segundo dois colegas de Maia, os participantes da conversa não falaram em números por ter medo de grampo e anotaram os valores da propina numa folha de papel. Após o encontro, Maia foi destituído da presidência do Pros estadual.
IR A GERALDO JULIO:O apoio ao PSB foi anunciado no mesmo dia. Maia diz ter rechaçado a proposta, mas continuou em negociação com o Pros e o PP, pois pretendia se lançar à reeleição em uma coligação exclusiva entre os dois partidos.  Segundo ele, essa hipótese foi descartada em uma segunda reunião, desta vez na sede do PP de Pernambuco, no dia 16 de junho, com o líder do PP, Eduardo da Fonte.
No encontro, diz, o deputado do PP sugeriu que falasse com o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), aliado de Eduardo Campos. Segundo Maia, Da Fonte fez proposta de propina durante a reunião. O apoio do PP e do Pros deve garantir à candidatura de Paulo Câmara mais de 1 minuto e meio no horário eleitoral na TV. Nacionalmente, as duas siglas apoiam a reeleição da presidente Dilma Rousseff. CLIQUE AQUI E LEIA A REPORTAGEM COMPLETA. (Por Magno Martins)

terça-feira, 22 de julho de 2014

NOVELA TABOQUINHA: Ernesto apresenta Luciano Bivar como Federal e lança Fernando Aragão para prefeito.

A política da terra das confecções vivenciou na manhã desta segunda-feira (23) mais um agitado capítulo: a oficialização da chapa Ernesto Maia para Deputado Estadual e Luciano Bivar para Federal, ambos do PSL, indo de encontro ao Deputado Federal José Augusto Maia que irá apoiar o petebista Ricardo Teobaldo para a câmara federal, convergindo ambos os grupos com os apoios em comum a reeleição da presidente Dilma Roussef e de Armando Monteiro para Governador e João Paulo para o senado.
O restaurante Canto da Barra foi o local escolhido para a coletiva onde também estavam presentes os vereadores Fernando Aragão, Deomedes Brito, Galego de Mourinha, Helinho Aragão, José Elias e Carlinhos da Cohab, além de Antônio de Oliveira, presidente estadual do PSL, suplentes, simpatizantes do grupo taboquinha e representantes das emissoras de rádio e dos blogs da região.
O grande mote dos discursos dos vereadores foi justificar o apoio como consequência da inviabilidade da candidatura de José Augusto Maia a reeleição onde, praticamente todos mencionaram Zé e destacaram sua importância e sua trajetória dentro do grupo taboquinha e também enumeraram as vantagens para o polo das confecções com as eleições de Ernesto Maia e Bivar, para a câmara e a assembleia, respectivamente.
Coube a Ernesto Maia surpreender a todos anunciando o nome de Fernando Aragão para disputar a prefeitura em 2016, informando que este é um sentimento de sua base de sustentação e que a aliança com Bivar lhe renderá os votos que possibilitarão a sua eleição. “Todos vocês aqui são testemunhas da trajetória de Zé e em muitos momentos as nossas histórias se entrelaçaram. Sempre estive ao lado de Zé e muitos diziam que pensávamos igual. Aquela história que era Zé e um tamborete, era na verdade Zé, Eu e o tamborete”, Destacou Ernesto que também falou que o palanque está aberto para receber o líder maior dos taboquinhas.
Em seu discurso, Bivar destacou as circunstâncias que o levaram a ter o apoio de Ernesto e da maioria do grupo taboquinha em Santa Cruz e também falou que por ter apenas compromissos com grandes grupos apenas em Santa Cruz e Araripina, poderá disponibilizar mais recursos para o polo das confecções, em especial para Santa Cruz do Capibaribe. Ele também destacou o empreendedorismo da população local e destacou que uma de suas bandeiras será a luta por um imposto único.
Após os discursos os candidatos foram sabatinados por toda a imprensa presente, onde nenhuma pergunta ficou sem resposta e posteriormente o grupo realizou uma visita ao Santa Cruz Moda Center Santa Cruz. A expectativa agora é pelo anuncio oficial do apoio de José Augusto e do candidato a deputado estadual Toinho do Pará ao candidato a deputado federal Ricardo Teobaldo que deve ocorrer nos próximos dias. (Por Blog do Elisberto Costa)